sexta-feira, maio 04, 2007

E a lateral, seu Luxemburgo?

Heitor Augusto, especial para o Vila do Esporte

O técnico do Santos entrou em um buraco que, à priori, era pequeno, mas a profundidade está aumentando. Primeiro, foi a saída problemática do lateral direto Pedro. Depois, não relacionou Rodrigo Tiuí para a primeira partida da final - alegou que o jogador não estaria concentrado no jogo por conta da renovação de contrato.

Ainda vieram as contusões de Antônio Carlos e Pedro - o zagueiro de 38 anos rompeu o ligamento do joelho e o lateral sofreu lesão no menisco.

À exceção da instabilidade gerada no grupo - Pedro e Tiuí acusaram o treinador de obrigá-los a trabalhar com Antônio Pimentel, procurador amigo de Luxemburgo - há um problema de ordem operacional: o que fazer com a lateral direita?

As incertezas na ala datam da saída de Maurinho, em 2002. Elano foi improvisado em diversas partidas. Para suprir o vazio, no ano seguinte veio Reginaldo Araújo - que ainda foi assombrado por Neném, ex-Palmeiras. Em 2004, chegou Paulo César, que teve uma boa passagem pelo Fluminense atuando pela ala esquerda. Veio de empréstimo do PSG e para a Fraça voltou no fim de 2005.

Aí o caldo entornou. No início de 2006, Neto foi contratado junto ao Paraná. Perdeu a confiança de Luxemburgo já nas primeiras atuações - no Paraná, atuava como ala, em um 3-5-2; no Santos, no 4-4-2, tinha de marcar também. O volante Fabinho, ex-Corinthians e São Caetano foi deslocado para a posição. O jogador foi para o Tolouse no meio do ano.

Veio Dênis. E a lateral direita voltou a brilhar. O problema é que o atleta se contundiu. Pedro o substituiu à altura. O Santos voltou a jogar pelo lado direito.

A renovação de contrato atrapalhou o desempenho de Pedro. Em diversos jogos, ele e Luxemburgo divergiram. O lateral queria avançar ao ataque. O técnico, aos berros, reclamava com as subidas do jogador e exigia que ele não deixasse Adaílton exposto.

E o que Luxemburgo vai fazer para a partida de volta contra o São Caetano, este domingo, que decide o Campeonato Paulista? Pode ressuscitar Neto, que não tem a confiança do treinador e sequer da torcida. Poderia improvisar Maldonado, mas perderia poder de marcação.

Mais um pepino, além do desfalque de Antônio Carlos e a desvantagem no placar - precisa vencer por dois gols de diferença para conquistar o bicampeonato, 15º caneco do time no Paulistão.

Colaborou Vítor Sion

Um comentário:

Vila do Esporte disse...

Parece que quando a coisa começa a ir mal, tudo acontece.

Luxemburgo sofre acusação dos jogadores, e na mesma semana, Chico Ferreira, suposto sócio do técnico, é preso por assassinato de dois agiotas. (O réu confessou o crime)

Ainda vai ter que jogar 'remendado', sem dois jogadores importantes na defesa, e ainda tem que reverter o placar de 2 a 0.

As coisas mudam!