quarta-feira, abril 25, 2007

Chelsea vence mais uma

Heitor Augusto, especial para o Vila do Esporte


Os porquês de Roman Abramovich ter investido mais de 160 milhões de euros desde que assumiu o Chelsea foram justificados novamente. Os blues venceram em casa o Liverpool por 1 a 0, gol de Joe Cole – contratado em 2004 junto ao West Ham. As qualidades individuais foram o fator-chave.

A balança pendeu para o elenco de maior técnica. No 1° tempo, só deu o time da casa. Na etapa complementar, os visitantes dominaram. A diferença foi nas chances de gols criadas. O Chelsea teve seis oportunidades de abrir o marcador. Já o Liverpool, na segunda etapa, apenas três.

Um tipo de jogada foi decisivo: lançamentos de Ashley Cole para área e Drogba sempre escorando para quem viesse de trás. Assim foi aos 7 e aos 17 minutos do 1° tempo e aos 35 do segundo.

O gol, porém, veio de outra característica recorrente do jogo: os erros de passe do Liverpool. Aos 29, passe errado para Kuyt. Ricardo Carvalho saiu bem e, da sua intermediária, passou rasteiro para Drogba. O marfinense apostou corrida com Agger. Esperto, cortou o zagueiro, e mandou pro meio da área. Joe Cole marcou o seu primeiro gol na Liga.

O Liverpool presenteou o adversário com três passes errados que quase se tornaram gols no primeiro tempo. Reflexo do jogo imposto pelo Chelsea, que deu o campo para os visitantes. O Liverpool mostrou não ter qualidade para trabalhar a bola por muito tempo.

Pressão ineficiente

Na 2ª etapa, o quadro inverteu. Foi o Liverpool que pressionou com maior intensidade. Mas não transformou o volume de jogo em chances reais de gol. Errou menos passes, mas abusou das bolas altas – sem sucesso.

Teve boas chances no primeiro minuto de jogo; aos 4 com cabeçada de Kuyt; aos 8, com uma canhota de Gerrard, bem defendida por Peter Cech. E foi só. Nenhuma outra possibilidade clara de abrir o placar.

Para o Chelsea, tudo bem. Afinal, ganhava em casa sem sofrer gols. Recuou e tentou sair no contra-ataque – sempre procurando Drogba, já que Joe Cole foi bem marcado e Lampard não esteve inspirado.

Os blues chutaram em gol pela primeira vez apenas aos 30, tentativa de Drogba. Assustaram pela última vez aos 35, ao estilo Chelsea: A. Cole para Drogba. Drogba passou para quem vinha. Lampard pegou de sem-pulo, mas parou nas mãos de Reina.

Mais confortável que 2005

A vitória dá tranqüilidade para o Chelsea, que tem a vantagem do empate. Bem diferente de 2005, quando enfrentou o Liverpool pela mesma competição. Empatou sem gols na partida de ida. Na volta, perdeu pelo placar mínimo. Gol irregular de Luis Garcia.

Os blues contam ainda com o retorno de Essien, que recebeu o terceiro amarelo contra o Valência. Bom reforço. Afinal, Paulo Ferreira conseguiu levar um baile até mesmo do veterano Zenden.

O Liverpool vai precisar, mais do que nunca, de Gerrard. O camisa 8 fez uma apresentação discreta hoje. É o jogador mais técnico do elenco. Bellamy, que foi decisivo nas oitavas contra o Barcelona, também precisa fazer mais. Contra o Chelsea apareceu duas vezes, quando o bandeirinha anotou posição de impedimento do atacante.

2 comentários:

Vila do Esporte disse...

Bela crônica!

Cara, não sei por que, mas não consigo me encantar com o time do Chelsea, mesmo sendo excelente.

Tem um pouco do pragmatismo do Parreira, tem correria. O Manchester é mais habilidoso.

Será que Blues e Red Devils farão três finais mesmo? (Champions League, Copa da Liga Inglesa e Campeonato Inglês)

Unknown disse...

bom, também não sou entusiasta do chelsea. nenhum pouco.

isso se reflete até mesmo no winning eleven. sempre (SEMPRE é SEMPRE) jogo com Man! e com três atacantes (Ronaldo, Rooney e Saha).

mas o elenco do chelsea é foda!!!