segunda-feira, julho 09, 2007

Goleadas na Venezuela

Dante Baptista

Para quem achava que não existe mais bobo no futebol, a Copa América provou o contrário. Quatro goleadas sonoras marcaram as quartas-de-final da competição.

O primeiro bobo foi o time venezuelano. A Seleção Vinho-Tinto não resistiu ao Uruguai e apanhou por 4 a 1. A Celeste Olímpica fez uma campanha tão irregular quanto a brasileira, mas assegurou a vaga aproveitando a fragilidade venezuelana.

Mais bobo ainda foi o time chileno. Depois da crise provocada pela festa da classificação, o time de Nelson Acosta foi uma verdadeira mãe e reabilitou o Brasil, que jogava sob olhares desconfiados da torcida e da imprensa. Resultado, 6 a 1 para a equipe de Dunga. Robinho assumiu a artilharia da da Copa América, com 6 gols em quatro jogos e Suazo marcou um golaço contra o Brasil, digno de placa.

O Chile divide o posto de grande bobo da Copa América com o Paraguai. Sem o meia Dos Santos e com a expulsão do goleiro Bobadilla, o time paraguaio simplesmente assistiu o México jogar. 6 a 0 fora o baile. Estranho é que, na primeira fase, o Paraguai só tinha sofrido dois gols, contra Estados Unidos e Argentina.

Já o Peru, bobo desde a década de 70, conseguiu segurar a Argentina no primeiro tempo. Mas não no segundo. 4 a 0 para os hermanos, dois gols de Riquelme e uma bela partida de Tevez.

As semifinais serão Brasil e Uruguai, na terça, às 21h45 e México e Argentina, na quarta, mesmo horário. A tendência de reedição da última final é imensa. Tomara que com o mesmo final.

sexta-feira, julho 06, 2007

De Sarriá a Puerto la Cruz














Dante Baptista

Há 25 anos, o futebol brasileiro (e mundial) sofria um dos seus mais duros golpes na sua história. No Estádio Sarriá, em Barcelona, o timaço do Brasil, comandado por Telê Santana, perdia para a pragmática, defensiva e boa Itália, 3 a 2. Sócrates e Falcão marcaram para o Brasil, enquanto Paolo Rossi anotou os três gols italianos, que se sagrariam campeões.

No imaginário brasileiro, aquele jogo ainda não acabou. Muitos torcedores, admiradores daquele time (Em tempo: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho e Junior; Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; Éder e Serginho) imaginam como seria se o Brasil tivesse ganho aquele jogo.

O que ia acontecer em caso de vitória, eu não sei. Mas, mesmo tendo nascido três anos depois daquela partida, sei o que aconteceu com aquela derrota.

O futebol ofensivo, a preocupação em fazer os gols, morreu. Prevaleceu o modo de jogar italiano, precavido na defesa para depois pensar em atacar. Como uma tática de guerra: anule o adversário, domine os espaços e depois vença. O blog já falou desse assunto em um de seus
primeiros posts.

Mas, o que aquela derrota tem a ver com essa Seleção?

É simples. Analise os dois meio-campos. Em 82, jogavam Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico. Na última partida, Mineiro, Josué, Gilberto Silva e Júlio Baptista. Dunga, hoje técnico da Seleção, prega o futebol pragmático, de resultados, sem a mínima preocupação com o futebol bem jogado. Espetáculo é a vitória.

Dunga, que era o capitão e símbolo máximo do time de 1994, campeão mundial jogando um futebol de resultados, com pouca técnica.

E, sempre que é perguntado se a Seleção Brasileira não precisa jogar bonito, a resposta é a mesma. "Já vi muito time jogar bonito e perder".

Ou seja, 25 anos depois, aquela partida no Estádio Sarriá (que não existe mais) ainda rende reflexos no pensamento brasileiro e, como principal efeito daquele jogo, está o fato de o Brasil ter deixado de ser Brasil, ter deixado de encantar pelo talento, pela técnica, pelo toque de bola.

Porém, eu ainda acredito que outro futebol é possível. Jogar bonito não é algo tão distante do futebol brasileiro, até porque, antes de mais nada, jogar bonito é jogar bem. Não precisa firula, basta ter competência, eficiência e pelo menos um jogador de talento. Os últimos grandes times (Boca 2007, São Paulo 2005/2006, Barcelona 2004 a 2006) eram times que, antes de mais nada, eram competentes.

quinta-feira, julho 05, 2007

Ai, que saudade do Parreira!

Dante Baptista

Parece improvável essa frase como título, mas é verdade. Ainda mais com o fracasso da última Copa do Mundo, a frase soa ainda mais absurda. Mas é fato, eu sinto saudades do Parreira.

Ao ver a escalação da Seleção com um meio-campo formado por Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Julio Baptista, batizado por Maurício Noriega como “Quadrado Trágico”, montado em função da velocidade e força do time do Equador, lembrei de uma frase do antigo técnico brasileiro. “Não monto time pensando nos meus adversários. Eles que têm que se preocupar de enfrentar a Seleção Brasileira.”

Essa nova fase da Seleção, com amistosos realizados na Europa, convocações ruins e o péssimo futebol apresentado, fez com que caíssem dois conceitos que formam o nosso nome: o de Seleção, já que não são os melhores jogadores os chamados, e o de Brasileira, pois não se vê os melhores jogadores das equipes brasileiras e, também, não se observa o mesmo comprometimento com a Seleção daqueles que atuam na Europa.

Acima de tudo, Parreira era um técnico formado, com conceitos já estabelecidos e amadurecidos com a sua experiência. Não acho o Parreira excelente, acho que ele cometeu erros em 2006 (e também em 94), mas ele passava segurança de quem sabia o que estava fazendo, o que não acontece com Dunga.

O Brasil disputa as quartas de final contra o Chile no próximo sábado. É a quarta partida da Seleção, e, certamente, será a quarta formação diferente. As substituições e alterações deixam o grupo perdido, e sem confiança, reflexo de seu treinador. Esse grupo, que treinou 14 dias com uma escalação, que só durou 45 minutos.

Creio que a Copa América, não importa o resultado obtido pela Seleção (até porque, o caminho brasileiro até a final não é dos mais difíceis) deixará sérias reflexões para o comando da Seleção. Demoramos para nos firmar como um futebol-referência, como o país do futebol e como a melhor seleção do mundo.

Por isso, não podemos abandonar o futebol bonito. Com resultados, sim, mas um futebol bom boa técnica e organização tática. E eu não estou pedindo chapéu, carretilha, drible da vaca a cada minuto, eu só quero um bom goleiro, dois laterais que subam e cruzem bem, uma zaga segura, volantes que protejam e saiam para o jogo, meias criativos, e um ataque que faça uma boa jogada e gol.

quarta-feira, julho 04, 2007

Investigação, demissão e suspensão na F1

Fabio Sanches

Parecia boato, intriga entre equipes, provocação. Mas não é. Ainda em investigação, a polícia inglesa descobriu documentos técnicos da Ferrari na casa do projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan, segundo o blog de Livio Oricchio, do Estadão.

Na última semana, havia sido comentado que o ex-mecânico-chefe da Ferrari, o inglês Nigel Stepney, poderia ter repassado os documentos para a equipe rival. Com a última descoberta, essa suspeita ganha novas proporções.

De acordo com Livio, Stepney estaria descontente com a Ferrari, após almejar o cargo deixado por Ross Brawn e ser rebaixado para o grupo de testes pelo diretor da escuderia, Jean Todt, por conta de ele não ser formado.

Agora, Coughlan, da Mclaren, já foi suspenso, e Stepney demitido (antes tarde que nunca), da Ferrari.

Para quem está longe do dia-a-dia das equipes, fica difícil imaginar como antes isso não foi percebido e evitado. Perguntas sem respostas surgem e mais um escândalo na F1 começa a se formar. Resta torcer para que isto não abale a disputada temporada e os novos talentos que chegaram.

segunda-feira, julho 02, 2007

Robinho 3 x 0 Chile

Dante Baptista

Não foi o melhor que o Brasil poderia render, mesmo com um placar de 3 a 0 diante do Chile. A Seleção segue com problemas de criação, mas, diferente dos times que atuam no país, tem um jogador capaz de decidir a qualquer momento. Robinho.

Ele chamou o jogo para si: criou, pedalou, apanhou, reclamou e ainda fez os três gols brasileiros na partida, o último deles foi um verdadeiro golaço.

O Brasil ainda precisa de reparos e tem que melhorar muito no setor de criação, mas a vitória deu um novo fôlego para Dunga, que se classifica até com um empate diante do já eliminado Equador.

A melhor definição do que foi o Brasil foi dada pelo argentino Olé:
Robinho é um brasileiro autêntico. Por causa do atleta do Real Madrid, só por ele, o Brasil estreou seus gols nesta Copa América. Por sua vocação a esperteza, o time pentacampeão alcançou um triunfo que o medo do Chile ajudou a construir. A goleada do Brasil só se explica por Robinho, que marcou três gols e jogou sem companhia.

Richarlyson entra com ação contra Cyrillo

Fabio Sanches

O advogado de Richarlyson afirmou nesta segunda-feira, 02/07, que o jogador entrou com ação contra o dirigente palmeirense José Cyrillo, que havia declarado, durante o programa de TV Debate Bola, comandado por Milton Neves, que o jogador são-paulino seria homossexual.

Vamos acompanhar o desenrolar do processo, que pode complicar para o palmeirense.

Resposta vermelha

Fabio Sanches

Depois de todo mundo achar que a Ferrari estaria fora da disputa contra a Mclaren no mundial de F1, Raikkonen e Massa fazem dobradinha e colocam novamente lenha na fogueira na disputa pelo campeonato.

Raikkonen foi o vencedor com méritos. Ultrapassou Hamilton na largada e foi mais rápido que Massa na pista. Quando o brasileiro foi para os boxes, o finlandês assumiu a ponta e garantiu a primeira colocação.

Hamilton, por incrível que pareça, se saiu bem mais uma vez. Ficou na terceira colocação, enquanto Alonso terminou em sétimo depois de largar lá atrás por conta de problemas durante o treino que definiu o grid de largada.

Por fim, Hamilton está com 64 pontos no campeonato, 14 a mais que Alonso, o segundo colocado, com 50. Alonso ficou decepcionado com o resultado. Massa tem 47 e Raikkonen 42. Se a Ferrari acordou de verdade, a briga começa agora!

Em tempo, Robert Kubica voltou depois de sofrer o acidente mais traumático da temporada até agora e garantiu a quarta colocação. Olho nele!

sexta-feira, junho 29, 2007

Ótimo começo

Dante Baptista

Nada poderia ser mais contrastante para a Seleção Brasileira do que o ótimo começo da Argentina. 4 a 1 nos Estados Unidos. Não que o jogo tenha sido fácil, não mesmo!

Contra o defensivo, porém perigoso time americano, Alfio Basile escalou três volantes: Mascherano, Cambiasso e Verón, mais adiantado. Riquelme pensava as jogadas e Crespo concluía. Messi estava isolado pela direita e pouco participava.

Até os 15 minutos da segunda etapa, o placar ainda era 1 a 1. Foi quando Cambiasso foi sacado e entrou Aimar, e logo depois, saiu o segundo gol argentino. Messi fez bela jogada pela esquerda e Crespo completou. Aimar e Tevez ainda fecharam o caixão norte-americano. Hugo Chavez vibrava.

Volvió La Brujita

La Brujita é o apelido de Juan Sebastian Verón, que ontem voltou à Seleção Argentina. E voltou bem, foi um dos melhores em campo, dando qualidade na saída de bola Albiceleste. Em alguns momentos, armou algumas jogadas com Riquelme.

E o Brasil?

Dunga quer mudar o time. Aprovou as atuações de Afonso e, principalmente, Anderson. Ainda é um mistério quem deve sair para as entradas deles. Se o jogo de domingo é decisivo e a Seleção precisa do seu máximo poder ofensivo, uma notícia atrapalhou os planos. Fred fraturou o pé e está cortado. O regulamento não permite substituições.

Splitter é do Spurs

Fabio Sanches

Ele foi a 28ª escolha do "vestibular" da NBA. E vai defender o atual campeão San Antonio Spurs dos argentinos Manuel Ginóbili e Fabrício Oberto.

Na posição, brigará com Oberto para jogar ao lado de Duncan.

E, além disso, deu sorte, pois poderá partipar também dos playoffs se o time mantiver o desempenho na próxima temporada.

Como nem tudo são flores, há um "pequeno" entrave. O TAU Ceramica, time pelo qual jogava na Espanha, pode aplicar uma multa recisória para que o jogador vá para NBA.

Vamos acompanhar o desenrolar dos fatos. Splitter deixou claro que está feliz na Espanha, mas não recusaria um convite da NBA, principalmente do campeão da liga.

quinta-feira, junho 28, 2007

Splitter, a esperança tupiniquim no draft

Fabio Sanches

O draft da NBA, evento que permite que os times da liga norte-americana de basquete escolham os novos jogadores, já pré-selecionados e sem negociação, para a próxima temporada acontece hoje em Nova York.

E para o Brasil é Tiago Splitter ou nada. O pivô joga atualmente na TAU Cerâmica da Espanha e encanta os olhos de alguns times da NBA, principalmente pela posição que joga, carente na liga.

Ralfi Ansaloni Silva, de apenas 19 anos e revelado pelo Praia Clube, de Uberlândia é o segundo brazuca no draft, mas tem poucas chances. Foi uma surpresa ele estar cotado e isso já mostra que o Brasil também pode ser uma fábrica de talentos no basquete. Pena que só a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) não vê isso.

Os favoritos

Os nomes mais falados neste período de draft são o pivô do Ohio State, Greg Oden, e o ala do Texas, Kevin Durant. O Portland Trail Blazers será o primeiro a escolher e deve pegar Oden, por conta de sua posição.

O Seatle Supersonics, segundo na escolha do draft, deve ficar com Durant, que possui técnicas ofensivas surpreendentes. É aguardar e ver os garotos jogarem.